VOCÊ SABIA ONDE FICAVA O "CIRCUS MAXIMUS" E O PALATINO, EM ROMA-ITÁLIA?

NOVEMBRO/ 2.015

VOCÊ JÁ HAVIA VISTO UMA CATACUMBA ONDE OS CRISTÃOS SE REUNIAM?

NOVEMBRO/ 2.015

Catacumba de São Calixto - ROMA-ITÁLIA

(foto Ismael Gobbo)

JUVENTUDE ESPÍRITA: MUDANÇAS EM ANDAMENTO.

JULHO/ 2.015

      O entusiasmo juvenil gerou a formação de grupos, inicialmente autônomos e depois como departamentos de instituições espíritas a partir de 1930. As ações juvenis no Movimento Espírita conquistaram expressão significativa, com abrangência nacional, atingindo um auge nos anos 1960.1,2

     Num contexto de dificuldades políticas do país, arrefeceu-se o apoio a movimentos jovens e, simultaneamente, nos primeiros anos da década de 1970, a partir de decisões da Federação Espírita Brasileira3 surgiram questionamentos sobre cursos, eventos de jovens, acarretando um desestímulo e até desmantelamento de ações de infância e juventude, o que não foi seguido por todas as Entidades Federativas Estaduais. O presidente da FEB Francisco Thiesen considerou uma “decisão infeliz” e questionou os métodos e meios utilizados para a decisão de Conselhos Zonais.4 Na sua gestão como presidente, em 1977, Thiesen instala a Campanha Nacional de Evangelização Infantojuvenil, depois transformada em Campanha Permanente. Iniciou-se um outro ciclo no tratamento da juventude nos Centros Espíritas.

     Na segunda metade da década de 1980, durante a gestão de Thiesen, foram implantadas as Comissões Regionais do CFN da FEB e começaram a ser criadas suas Áreas, como a da Infância e Juventude. No contexto destes eventos, nos últimos anos começaram a surgir questionamentos e propostas para avaliação da situação da juventude espírita no país, para se definir melhor os limites entre infância, adolescência e juventude. 

 

Diretrizes para as ações do jovem espírita do Brasil

     No ano de 2011, ocorreram manifestações sobre o tema nas reuniões plenárias realizadas nas quatro regiões do evento do CFN. Simultaneamente, o DIJ da Federação Espírita do Estado de Goiás propôs a realização de um evento jovem interestadual na região Centro, que originou a Confraternização de Juventude Espírita do Brasil – Comissão Regional Centro, aprovado pelo Conselho Federativo Nacional da FEB e efetivado em Goiânia em 2013. Agora já se programa evento similar para as outras regiões Sul e Nordeste, em 2015, e Norte, em 2016.

     Na reunião ordinária do CFN de 2013, aprovaram-se as “Diretrizes para as Ações do Jovem Espírita do Brasil”5, que caracterizam a ação do jovem espírita como: “Possibilitar aos jovens momentos de estudo, aprendizado, ação, integração, troca de experiências e vivências, proporcionando espaço para o protagonismo juvenil na Juventude/Mocidade Espírita, no Centro Espírita, no Movimento Espírita e na sociedade”, estimulando o trabalho com espaços de: estudo, confraternização, vivência e ação social, comunicação social, integração do jovem no Centro e no Movimento Espírita e convivência familiar. A tônica principal do documento é abrir espaços para o protagonismo juvenil.

     Durante a reunião ordinária do CFN da FEB de 2014, Jorge Elarrat apresentou um estudo, como profissional da área, sobre as estatísticas do IBGE – do Censo de 2010 -, relacionados com religiões. Com base em dados comparativos com as demais religiões mostrou que o Espiritismo e as religiões orientais são as que menos cresceram nas faixas etárias até 29 anos (figs. 1 e 2).

     Sobre o Espiritismo, em geral, concluiu: “é a terceira religião no país com 2% de declarações; cresceu 55% em uma década; cresce em todas as regiões sendo mais presente no Sudeste (3,1%); exige atuação nas Regiões Norte (0,5%) e Nordeste (0,8%); possui maior presença nas faixas sociais A e B e de maior escolaridade; exige plano de divulgação para populações de menor renda; apresenta vale profundo na participação etária juvenil; exige revisão do modelo de atuação do movimento jovem; movimento está envelhecendo.”6

     A análise do tema juventude espírita, numa linha do tempo – desde as agremiações pioneiras dos anos 1930 até nossos dias –, permite-nos chegar ao pensamento de que é necessária uma avaliação desapaixonada e ampla de todo o processo, levando-se em consideração os sucessos e insucessos e, até num raciocínio dialético, considerar-se que após momentos caracterizáveis como tese e antítese, segue-se a síntese, com planejamento de uma etapa nova e adequada à realidade atual e atendendo às demandas do Movimento Espírita.2

 

É preciso trabalhar com problemas e não somente com temas

     Relacionado também com o tema, numa série de quatro seminários intitulados “Educação & Atividades Espíritas” realizados na FEB em 2014 e no início de 2015, concluiu-se que há necessidade de algumas mudanças que possam levar a transformações, como:  “criar  espaços interativos e dialógicos nos encontros de aprendizagem (mais conversa, menos exposição; os participantes têm muito com que contribuir); organizar espaços de aprendizagem atrativos e diversificados (jardins, excursões, visitas culturais e assistenciais);  promover mais momentos informais de confraternização; conhecer o perfil do grupo e considerá-lo na escolha de abordagens didático-pedagógicas, as quais devem ser criativas e diversas; desenvolver acolhimento e zelo nas relações interpessoais; abordar o conhecimento doutrinário como apoio à transformação moral e social e não como um fim em si mesmo; considerar os saberes anteriores e atuais dos participantes  no desenvolvimento do conteúdo; trabalhar com problemas e não somente com temas”.7

     Emmanuel comenta versículo da 2ª Epístola a Timóteo (2, 22): “O moço poderá e fará muito se o espírito envelhecido na experiência não o desamparar no trabalho. Nada de novo conseguirá erigir, caso não se valha dos esforços que lhe precederam as atividades. Em tudo, dependerá de seus antecessores. [...] A mocidade poderá fazer muito, mas que siga, em tudo, a justiça, a fé, a o amor e a paz com os que, de coração puro, invocam o Senhor”.8

 

Referências: 
1) Perri de Carvalho, Antonio Cesar. Abordagem sobre a juventude. In: Autores diversos, Rumos para uma nova sociedade. São Paulo: Ed. USE. 1996. p.145-155.
2) Perri de Carvalho, Antonio Cesar. Jovens no movimento espírita. Reformador. Ano 131, No.2.214, setembro de 2013, p. 326-328.
3) A FEB e o chamado “Movimento de Juventudes Espíritas”. Reformador. Ano 93, n. 1752. Março de 1975, p.60-61.
4) Thiesen, Francisco. Legado de um administrador. Edição especial. Rio de Janeiro: FEB. 1978. p. 49-50.
5) http://goo.gl/8McflL  (Acesso em 26/4/2015).
6) https://goo.gl/rXMTbD (acesso em 26/4/2015).
7) http://goo.gl/h8qO8i (acesso em 26/4/2015).
8) Xavier, Francisco Cândido. Pelo Espírito Emmanuel. Caminho, Verdade e Vida. Rio de Janeiro: FEB. cap. 151, p. 317-318.

CEO de 10 anos dá palestra sobre empreendedorismo no RS

MAIO/ 2.015 - Kylee Majkowski fundou uma comunidade que ensina crianças de sete a 11 anos a empreender

     Kylee Majkowski é diretora executiva (CEO, sigla em inglês para Chief Executive Officer) da Tomorrow’s Lemonade Stand (TLS), uma comunidade que ensina empreendedorismo a crianças de sete a 11 anos. Ela está participando da produção de um reality show sobre crianças empreendedoras para a NBC , rede de televisão norte-americana, viaja pelos Estados Unidos participando de painéis sobre empreendedorismo infantil e, agora, desembarca em Porto Alegre (RS) para participar, nesta terça-feira (14), do Fórum da Liberdade. Kylee tem 10 anos, está na quinta série e mora em Washington D.C., capital dos Estados Unidos, com a mãe, o pai e o irmão mais novo. Em videoconferência, Kylee falou ao Terra sobre sua experiência.

     A Tomorrow’s Lemonade Stand (Barraquinha de limonada do amanhã, em tradução literal) foi fundada por Kylee e pela mãe dela, Amanda Antico - que é empreendedora e proprietária de uma consultoria de negócios, mas brinca ser agente dos filhos nas horas vagas.
O programa da TLS é composto por três temporadas, e cada uma tem entre oito e 10 semanas de duração. Nele, a criança aprende a desenvolver ideias de negócios e, ao fim do ciclo, apresenta sua ideia para empreendedores locais.
     Hoje, são mais de quarenta afterschool clubs, clubes onde as crianças aprendem com adultos que se dispõem a ensinar sobre empreendedorismo, fora do horário escolar. Os participantes também podem fazer login no site do TLS e ganhar badges (algo como um emblema de reconhecimento) online, conforme o progresso no ciclo.
  “Os adultos se voluntariam, e nós analisamos quais são as vivências deles com empreendedorismo para saber se podem ensinar às crianças. Ensinamos o básico de empreendedorismo, criatividade, risco e paixão”, explica Kylee.
   A história do TLS começou quando Kylee tinha sete anos. “Meus pais me levavam para os trabalhos deles e eu via o que as pessoas faziam. Todas essas pessoas, nesses cubículos de escritório pequeninhos, tendo reuniões, e eu pensei: espera, por que não estou aprendendo essas coisas na escola?”.
     Ela conta que, nessa época, criou a LLIFTE (Little Ladies Inventing Fun Through Entrepreneurship - Pequenas damas inventando diversão através do empreendedorismo, em tradução literal), um grupo de meninas que se reunia depois do horário da escola para aprender empreendedorismo. Para incluir os meninos, a marca se reinventou e teve seu nome alterado para Tomorrow’s Lemonade Stand.
Até o irmão de Kylee, Tyler, entrou para o projeto. Ele tem sete anos e tentou fundar uma empresa com um amigo, mas Kylee diz que o negócio não foi adiante. “Eles não trabalhavam muito. Eu e minhas amigas ficávamos no andar de cima da casa com a nossa companhia, fazendo logos, slogans, definindo públicos, e quando descíamos para ver o que eles tinham feito… eles não tinham feito muita coisa”, conta, aos risos.
     Kylee diz se dar bem com o irmão, exceto quando ele diz que ela não sabe de nada. “Meu irmão diz que eu sou uma pequena pessoa de negócios. As outras pessoas falam ‘minha irmã tem 21 anos e está na faculdade!’ e ele sempre diz ‘minha irmã é uma pequena pessoa de negócios!’”.
     Agora estou lendo a série Harry Potter (foto), mas antes estava lendo a série “O Diário da Princesa", diz a pequena empreendedora
     Além de diretora executiva da sua própria companhia, Kylee adora fazer compras e, em seu tempo livre, gosta de andar de roller, ler e ver televisão. “Agora estou lendo a série Harry Potter, mas antes estava lendo a série O Diário da Princesa. Também gosto bastante de Jogos Vorazes e terminei há pouco a série Divergente”.
     Na televisão, os canais preferidos são Disney Channel e Cartoon Network. “Eu gostava bastante de Os jovens titãs, mas a versão nova deu uma emburrecida. Tenho um pouco de vergonha de gostar”, confessa. O Incrível Mundo de Gumball e Hora da Aventura também estão entre os preferidos. “O que eu gosto em Hora da Aventura é que se você presta atenção, encontra lições de vida nas histórias, que você pode levar adiante”, diz.
      Na escola, ela não se dá bem com a matemática. “Matemática… eu odeio matemática! Eu não sou ruim em matemática, consigo me virar, mas é tão confuso!”. Mas Kylee, perguntamos, você não precisa de matemática para ser uma empreendedora? “Sim, mas quando uso matemática no TLS, eu vejo o motivo, entendo para que serve, é para alguma coisa, então é divertido”.
     Em casa, ela não admite ser uma “boa menina” e garante ser normal. “Não posso dizer que sou uma boa filha. Eu escondo coisas dos meus pais. Um dia eu escondi algo e meus pais descobriram às quatro e meia da manhã, então, não foi muito bonito. Sou uma criança normal. Alguns dias eles me amam, outros eles acham que sou muito mimada”, relata.
     Respondendo à pergunta “o que você quer fazer no futuro?”, ela brinca: “Eu não consigo dormir pensando nisso. Sério. Quero terminar a escola e ir para a Universidade de Princeton. Quero estudar algo que me permita viajar bastante, quero viajar muito e conhecer novos lugares”. A ida a Porto Alegre para o Fórum da Liberdade é o início da realização, ao menos em parte, desse sonho: Kylee ainda não conhece a América do Sul.
 

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